As fotografias podem provocar reações similiares, se examinadas em conjunto; mas as histórias sugeridas pelas imagens motivam sentimentos bastante variados. Para a receita dar certo, é preciso que você reflita sobre esses sentimentos e volte às fotos.
Um livro não se consome de uma vez só como se fosse prato de comida. O leitor percorre um caminho de muitas voltas, que não precisa ir sempre para frente. Ele retorna ao começo, salta etapas, chega ao final e inicia outra vez, conforme o trajeto que desejar.
Eis o que uma obra literária ensina, principalmente quando não qer dar aula, transmitir informações, passar recado, ser educativa. Ela desperta o imaginário desde o início, quando, por exemplo, olhamos um retrato de uma pessoa, seja ela conhecida ou não, célebre ou obscura. Essa foto leva ao texto, se optarmos por essa via, embora possamos escolher o sentido contrário: ler o texto e, depois, contrapô-lo à imagem. De um modo ou de outro, o percurso não encerra aí, já que somos convidados a refazê-lo conforme outras direções, numa espiral infinita. O processo é incessante, porque a imaginação nunca deixa de introduzir novas acepções e sentimentos àquilo que olhamos e lemos.
INGREDIENTES:
1 foto de infância;
1 autor;
1 leitor;
muita imaginação.
MODO DE PREPARO:
Pense primeiro: qual é minha foto preferida? Qual delas me provoca lembranças especiais? Que retrato traduz um momento importante de minha vida?
Feita a escolha, separe a foto, mas deixe-a a seu alcance.
Agora, volte a refletir: o que essa foto me diz? O que ela conta de mim? Essa etapa pode levar algum tempo, mas não procure apressar seus pensamentos. Principalmente porque sua imaginação começará a ser movimentada, já que, como toda foto, esta conta uma história.
Volte à foto, que estava separada. E responda: que história ela conta?


