Quase um ano convivendo juntos, dividindo alegrias, tristezas, raiva, virus da gripe... Quase um ano perdendo umas três horas do meu dia naquela rodoviária ou naquela praça... Quase um ano de aprendizado... Quase!
No inicio eu fiquei com medo. Me senti totalmente insegura. Achei que não ia dar conta do recado. Mas dei.
Quarta foi o ultimo dia de aula do curso de design. Fiz meu ultimo projeto. Não ficou nada criativo, eu sei.
Aquela uma hora passou tão rápido e tão devagar.
Na hora de ir embora eu dei uma desculpa esfarrapada, dizendo que não poderia ir à festa na segunda-feira porque tinha que resolver uns problemas. De fato, tenho mesmo que fazer isso, mas não precisa ser exclusivamente na segunda.
A minha profª começou a "seção despedidas" desejando tudo de bom e dizendo que tenho potencial e que devo investir nisso. Ela quase chorou. Eu também!
Adoro ela. Acho uma fofa, querida. Sentirei falta, com certeza!
Chegou a hora do abraço que eu tanto queria receber, entregar. Eu imaginei que seria um abraço de verdade, sabe? Daqueles que a gente sente a energia da outra pessoa em nosso corpo, mas nem foi. Eu abracei tão rapido que mal pude sentir isso tudo. De qualquer forma, sai de lá com sorriso no rosto, porque sabia que durante esse "quase" um ano eu conquistei a amizade de uma pessoa incrivel.
Meu pai estava me esperando lá fora. Entrei no carro. Suspirei de saudade, já! E então voltamos pra casa, ao som de algumas musicas boas do U2...
Archive for agosto 2009
quase
a segunda parte do presente
Dar um presente pra minha mãe é tarefa dificil. Ainda bem que consegui fazer com que minha "surpresa" viesse. Mas ela não podia ser meu unico presente. Precisava de mais.
Minha mãe adora Jota Quest. Na verdade, ela gosta mesmo é do Flausino. Em segundo lugar ficam as músicas e outros integrantes da banda.
Não tenho contato nenhum com fãs do Jota, fotografos ou coisa do tipo. Eu precisava que o Flausino mandasse um "Feliz aniversário" pra mamãe. E ninja que sou, consegui.
Passei duas semanas tentando baixar um programa que imita vozes. Assim eu poderia baixar qualquer video na internet e adicionar a voz de Rogério à ele. As tentativas foram tantas, mas nenhuma surtiu o efeito desejado.
Eis que depois de uma longa tarde de buscas no youtube, eu encontro um video em que o Túlio e o Rogério desejam parabéns à um fã clube. Pronto! Achei minha segunda parte do presente.
Alguns cortes aqui, outros ali e estava tudo pronto.
Adicionei também um trecho de Aos 27 da Matiz, porém com o inicio de Nenhuma Tarde Ruim - música preferida da minha mãe, e minha também! Modestia à parte, ficou lindo. Eu adorei e ela... bom, nem preciso comentar, né?
Ás vezes eu penso: pra que gastar dinheiro comprando milhares de presentes caros e coisas que muitas vezes se tornam inuteis com o tempo, se você mesmo pode confeccionar o presente com todo amor e carinho do mundo?
Não há nada que pague a felicidade e amor verdadeiro. Nada!
sobre amor, presentes e aniversário
By
Thaís L.
Eu nunca acreditei quando as pessoas diziam que ficavam mais felizes quando presenteavam alguém do que quando eram presenteadas. Até meus 13 anos, dar presente era algo tão indiferente pra mim. Queria mesmo era recebê-los.
Talvez isso acontecesse porque nenhuma pessoa à quem eu presenteava demonstrava felicidade.
Como era aniversário da minha mãe e como eu sabia que a presença da minha vó seria a peça chave para a felicidade plena - pelo menos por algumas semanas - decidi "encomendar" meu presente surpresa.
Elaborei tudo em silêncio e só contei pra minha mãe que minha vó viria, meia hora antes dela chegar. Logo que contei não acreditou. Depois eu repeti e ela percebeu que realmente era verdade.
Será que mamãe ficaria brava se descobrisse que eu comentei em rede mundial que ela chorou quando soube disso?
Foi o choro mais alegre, sincero e aliviado que já vi em todos os meus 16 anos de vida.
Finalmente percebi o quanto podemos transmitir felicidade de um modo tão simples e ao mesmo tempo tão verdadeiro. Percebi também o quanto eu sou importante.
antipatia, distância e fotografia
Eu não tenho culpa. Não consigo evitar!
A maioria das adolescentes tem essas loucurinhas por bandas, atores, etc. Eu também tenho isso, claro. Se não o tivesse, não seria adolescente.
Confesso: tenho uma queda/admiração enorme por fotografos, mas uma em especial. Eu vejo as fotos que ela faz e as fotos dela mesma e fico pensando: "Porra, queria ser parecida com ela quando eu crescer". É sonho, poxa, mas eu quero - nem que seja só um pouquinhozinho.
Agora não tanto, mas antes não podia ver nada que ela fotografava, nada do que escrevia que eu ganhava um treco. Meu coração acelerava adoidado, eu ria feito uma boba... Isso ainda acontece, mas não taaaaaaanto assim! haha
Posso parecer uma maniaca, e devo ser mesmo. Maniaca por fotografias. Tenho fotos dela guardadas em alguns cds e aqui no meu pc. Eu as vejo e fico imaginando: "quem dera eu ser assim um dia... ser reconhecida por um talento tão incrivel... por transmitir aos outros muitas das coisas que passam desapercebidas pelos seus olhos."
Eu quero conhecê-la. Quero que ela me dê algumas dicas.
Só não quero parecer fãzinha lóki estérica, porque de fato, acho que não sou assim. Só sou meio carente e gosto de tentar transmitir aos outros o pouco de carinho que me falta.
Obrigada pelas aulas indiretas de antipatia. Serviram muito e eu acho que aprendi direitinho, não é mesmo? Alias, obrigada por tudo.
Meu coração dispaou novamente. É como seu eu tivesse lhe abraçado e desejado mil maravilhas.
Sensação de alivio.
sobre timidez e beijos
Eu estava aflita. Corria de um lado pro outro. Passava perfume
toda vez que abria o guarda-roupa. Estava prestes a comer quase toda a caixinha de TIC-TAC. Minha boca estava amortecida e o gosto de menta já estava me causando náuseas. O nervosismo correndo solto.
Eu cheguei na escola e encontrei a Ana. Ela disse que ele estava
esperando por mim atrás da escola. Fui lá. Ela, eu, Diogo e Jeferson. Encontrei ele na esquina, todo tímido (mas aquele tímido fofo, sabe?). A Ana voltou pra escola e os guris ficaram ali mesmo, na esquina.
Fui com ele na praça. Não lembro se me abraçou ou se eu o abracei. Não lembro o que fiz com minhas mãos, muito menos com o resto do corpo. Ele só disse: “Tá...”
Aquele beijo tímido, meu e dele. Abri os olhos e vi que tudo parecia se mover em câmera lenta. Os guris lá na esquina nos cuidando e gritando: “já chega!”, os carros que passavam e as pessoas dentro deles pareciam que nos observavam como se nos conhecessem. Fuzilavam com os olhos. Como minha mãe trabalhava perto dali, morri de medo que algum conhecido fosse correndo contar pra ela.
Não sei se isso realmente aconteceu – assim em câmera lenta – ou se foi invenção minha. Só sei que eu estava viajando naquele beijo... No nosso primeiro beijo.
Depois de alguns longos minutos voltamos pra escola. Na sala de aula eu mal podia olhar pra ele. Eu ria, toda boba. Riso tímido que tomou conta de mim por mais ou menos uma semana.
Como ele é tímido, mandou os guris me perguntarem se eu queria ficar com ele novamente... Eu, me fazendo de difícil, disse que não. Que burra! Porque eu respondi isso? Não sei! (...) Fazem quatro anos que eu tento encontrar a resposta certa pra essa pergunta...


