O cenário é uma fazenda enorme, linda, lotada de animais,
árvores e plantas das mais variadas espécies.
O aniversário é dela e todos os seus amigos foram até lá comemorar. Eu também fui e levei junto com o presente, o meu maior, sincero e mais apertado abraço.
Incrível como nos sonhos eu sempre sinto essa energia forte do abraço. Esse sentimento louco de que parece que as coisas realmente acontecem...
Outra vez sonhei que me ligou, querendo avisar que iria me visitar. Eu estava na serra e tinha deixado o telefone em casa. Quando eu voltei, estava aqui. Dei um abraço gigantesco e sem mais nem menos sumiu diante dos meus olhos como um personagem gráfico de algum jogo ou desenho. Evaporou, desintegrou... Sei lá o que aconteceu...
Archive for julho 2009
Evaporar - Abraçar
pra Mari ler...
A ausência da cultura na vida das pessoas é evidente. É difícil encontrarmos alguém que realmente se interesse por leitura, por musica de boa qualidade, peças teatrais e todo meio cultural presente na atualidade.
Grande parte da população não se preocupa em entender o sentido de uma obra de arte ou analisar de forma critica uma fotografia, por exemplo. Até podem ficar horas a fio olhando para as duas coisas, mas dificilmente terão prestado atenção em todos os detalhes apresentados.
Hoje em dia, todo mundo pode ter uma réplica de um quadro de Anita Malfatti em casa, porque tudo está muito fácil. Então, pra que sair de casa e visitar um museu? Para adquirir conhecimento e ampliar a visão sobre as coisas.
Com o fácil acesso à internet, todos estão acostumados a encontrar respostas prontas para suas perguntas, por isso deixam de exercitar a interpretação. Sendo assim,dificilmente terão uma opinião concreta sobre determinado assunto.
Contudo, se uma nova Semana de Arte Moderna fosse criada em Nova Hartz, poucas pessoas saberiam desfrutar das obras nela apresentadas ou agiriam de forma indiferente em relação à isso. Como os meios de informação se fazem muito presentes em nossa vida, nada mais é novidade, nada mais tem mistério, estímulo. Tem-se muita informação, mas pouca qualidade cultural.
Uma pessoa culta absorve conhecimento de diferentes formas, filtrando-o e compartilhando-o com o mundo através da sua interpretação sobre a vida.
Basicamente, o que falta no ser humano é a sensibilidade para analisar o mundo.
Verossimilhança
Nunca está bom. Todas as frases, palavras, letras, vírgulas... Nada agrada. Possui um grau de superioridade elevado. Tem medo de expor seus sentimentos. As risadas raramente dão o ar de sua graça. Na maioria das aulas faz “charminho”:joga o cabelo, aparece com uns decotões, dá umas puxadas punks nas calças... enfim, seduz geral. Alguns dizem que o mau humor se deve à falta de namorado (como disse Lucas: ela deve ser mal-comida). Já outros dizem que é atiradona demais, do tipo que já passou aluno porque ele... bom, melhor deixar pra lá! hahaha
sem título
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Thaís L.
A alma atenta:
Saudosa lembrança
Hoje: vento
Amanhã: silêncio
E o que se constrói
Ou destrói
Eu lamento
5/6/2009 - 21:15
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Thaís L.
Acho que o que sinto está ultrapassando os limites da saudade.
Por mais que o contato seja através de uma tela de computador, tenho uma afeição enorme à certas pessoas e me orgulho muito por ter conquistado o carinho de todas elas.
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Me sinto sozinha mesmo estando cercada de pessoas ao meu redor. Sinto falta (como sempre) de sei lá quem, ou sei lá o que... Talvez eu saiba o que me faça falta, mas não quero admitir por vergonha ou insegurança, não sei.
Abrace a vida
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Thaís L.
Olhei pro lado e ela estava escorada na parede, com a cabeça meio inclinada, prestando atenção naquele discurso todo. Quando chegou a hora da tal apresentação, me viro pro lado novamente e vejo o quase impossível de se ver - ela estava chorando.
Ao ver ela comovida com aquilo, me senti triste por ter pensado todas aquelas coisas, e por ter feito todas aquelas piadas, que na hora foram engraçadas, lógico, mas vendo ela chorar praticamente do meu lado, os episódios passados começavam a me incomodar.
Enfim, ela tem coração. Ela sente, ama, chora. É humana.
Um sentimento louco tomou conta de mim. Senti vontade de ir lá, dar um abraço, mas nem somos “amigas”.
Nos últimos dias ela fez com que as aulas fossem muito boas. Estava feliz e até me fez um elogio. Hoje na hora em que fez a chamada e eu respondi, deu um sorrisinho de canto da boca.
Talvez ela não tenha nenhum amigo verdadeiro, que tenha tempo para lhe escutar e para dividir as coisas boas e ruins da vida. Namorado sei que não tem. Pode até ter alguns rolos por aí, mas nada fixo. Filhos, disse que não quer ter – adotaria um com cinco anos, na média, porque não tem paciência para bebês.
Quem sabe ela é legal. Só me intriga o fato dela querer parecer uma má pessoa – rude, chata, ignorante. A impressão que tenho é que se orgulha transmitindo essa imagem.
Apesar de “tudo”, boa sorte nessas semanas que estará ausente...
(junho/2009)
2.5 de 4.0
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Thaís L.
O Realismo e o Naturalismo são períodos literários semelhantes.
Ambos são caracterizados pela predominância da objetividade,
observação, verossimilhança, etc. Eles surgiram para valorizar o
real, rompendo o conceito de perfeição criado pelos movimentos
anteriores.
Podemos perceber essas caracteristicas na obra O cortiço, na
qual Aluísio Azevedo representa a estética naturalista através
do ambiente degradado, fazendo com que as pessoas pareçam coisas ao invés de seres humanos.
O Parnasianismo e o Simbolismo surgiram para suavizar os
problemas que aconteciam na época. Os autores não se
preocupam tanto com o conteúdo dos poemas, e sim, com a
forma e a sonoridade. São movimentos opostos ao Realismo
e Naturalismo, pois se distanciaram da realidade.
Até pouco tempo atrás, os filmes e novelas conseguiam
expressar esses conteúdos literários, mas com o passar dos
anos, a essência foi se perdendo. Atualmente, os autores ainda
utilizam alguma características realistas, naturalistas,
parnasianistas e simbolistas em suas obras. Isso prova
a importância da literatura na vida das pessoas.
Essa canção francesa
Ontem eu estava na rodoviária esperando ônibus e ouvindo música, como sempre faço. Uma menininha super fofa; roupa rosa, bota e casaco com capuz na cabeça se aproximou e começou a desfilar sobre o box número oito.
Nessa hora, começou a tocar "Essa canção francesa" de Thiago Pethit, no meu mp4. Parecia que tudo se encaixava. Parecia não... se encaixou realmente! (...) A menina dançava/desfilava no box conforme o ritmo da música.
Quando eu pensava que ela ia parar de "encenar", ela supreendia com coreografias fofissimas, tipo uns pulinhos na parte : "Mon amour/Mon amour/Je veux que tu viennes toujours". Ria comigo mesma daquela cena.
Incrivel como em momentos como esses,
nunca temos uma camera por perto...
Enfim, só sei que fez meu dia valer a pena.


