Olhei pra ele e mil e uns pensamentos surgiram diante de mim - se era aposentado, viúvo, por que morava naquele apartamento, etc. Eu ia caminhando e olhando pra cima, pra sacada. Olhava pra ele e ele pra mim. Deve ter se perguntado porque eu não parava de observá-lo...
Gosto de analisar as pessoas, questionar, imaginar de onde elas vem e pra onde vão.
Queria ter voltado lá pra fazer uma foto do senhor sentado na sacada, tomando seu chimarrão. Mas como sempre, nos melhores momentos, quando vimos as coisas simples e belas da vida, esquecemos nossas lentes em casa.
ps: quando escrevi isso, eu estava na rodoviária. olhei para o lado e tinha um bebê brincando. nem meio minuto depois, ele veio em minha direção e quis pegar minha caneta vermelha. o avô conseguiu controlar o menino e me devolveu a caneta. e adivinhem? não deu outra! o guri começou a chorar e aqueles berros acompanhados de lágrimas de crocodilo ecoavam em todo o prédio.


